Israel emite alerta ao Brasil: ex-detentos perigosos podem tentar entrar no país

Israel emite alerta para Brasil e outros países com dados de prisioneiros soltos em trocas de reféns com Hamas

Autoridades israelenses emitiram recentemente um alerta para o Brasil e outros países, fornecendo uma lista detalhada de prisioneiros libertados como parte de acordos de troca de reféns com o Hamas. A lista, compartilhada com agências de inteligência, visa auxiliar no monitoramento de indivíduos condenados por crimes em Israel que possam tentar entrar em outras nações.

A Polícia Federal brasileira está entre as instituições que receberam a relação dos ex-detentos. Cada registro inclui informações como idade, data de nascimento, nacionalidade—predominantemente palestina—, detalhes da condenação e acusações criminais. Alguns dos libertados cumpriam penas de prisão perpétua por crimes como treinamento militar ilegal, posse de armas de fogo e tentativa de homicídio.

O alerta permite que as autoridades brasileiras utilizem mecanismos legais para impedir a entrada de indivíduos considerados perigosos. De acordo com uma portaria do Ministério da Justiça de 2019, pessoas com vínculos a atividades terroristas, organizações criminosas ou envolvidas em tráfico de drogas, armas ou pessoas podem ser barradas nos pontos de entrada do país.

Especialistas em segurança destacam que, embora esses indivíduos geralmente não planejem atividades ilícitas no Brasil, o país pode ser utilizado como rota de trânsito para outros destinos, como os Estados Unidos. Por isso, a cooperação internacional e a troca de informações entre agências de inteligência são essenciais para rastrear e impedir movimentações suspeitas.

Este desenvolvimento ocorre em meio a um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, durante o qual foram realizadas várias trocas de prisioneiros. Recentemente, o Hamas libertou três reféns israelenses, enquanto Israel, em contrapartida, liberou 369 prisioneiros palestinos. A continuidade dessas negociações e a monitorização dos indivíduos libertados permanecem como prioridades para as autoridades envolvidas.

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