Audiência termina sem acordo e greve dos ônibus continua afetando Campo Grande

Muitos motoristas do Consórcio Guaicurus compareceram à audiência no Tribunal Regional do Trabalho – Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Em Campo Grande, a audiência de conciliação sobre a greve dos motoristas e cobradores de ônibus terminou sem acordo, e a paralisação do transporte coletivo segue mobilizando a cidade. Os profissionais, que estão em greve desde a última segunda-feira, decidiram manter a suspensão dos serviços mesmo depois de a Justiça do Trabalho ter determinado a volta de, no mínimo, 70% da frota em horários de pico.

O encontro entre representantes do Consórcio Guaicurus, sindicato dos trabalhadores e a prefeitura não chegou a um consenso. A Justiça ordenou a retomada parcial das atividades e elevou a multa diária pelo descumprimento da ordem, mas a maioria dos motoristas demonstrou insatisfação com a determinação e deixou o local sem aceitar as condições apresentadas.

A origem da greve está relacionada ao atraso no pagamento de salários e benefícios, com trabalhadores alegando que receberam apenas metade do valor devido do mês anterior e que a outra parte ainda não tem previsão de pagamento. A dívida acumulada soma mais de um milhão de reais em valores líquidos, segundo informações da audiência.

Com a continuidade da paralisação, a população da capital enfrenta dificuldades de locomoção, e muitos usuários do transporte público têm recorrido a alternativas mais caras, como serviços por aplicativo, bicicletas ou caronas. A falta de ônibus impacta especialmente quem depende exclusivamente do transporte coletivo para trabalhar ou estudar.

Até o momento não há previsão de retorno ao serviço regular, e as partes envolvidas deverão continuar as negociações nos próximos dias. A indefinição aumenta a incerteza e pressiona empresários e a administração municipal a buscarem uma solução que atenda tanto às demandas dos trabalhadores quanto às necessidades dos moradores da cidade.

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